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Quanto custa a guia GPS INSS por mês?

Por Redação Auxílio Maternidade Brasil · 13 de outubro de 2026 · 5 min de leitura

Mãe com uma xícara de café e o bebê no colo, digitando no notebook em meio a papéis, calculando o valor da contribuição

Para quem contribui para o INSS como autônoma, MEI ou contribuinte facultativa, uma das primeiras dúvidas antes de pagar a guia GPS INSS é quanto esse boleto vai custar todo mês. O valor não é fixo: ele depende do plano de contribuição escolhido, e pagar o plano errado pode significar gastar mais do que precisa ou, no sentido contrário, descobrir depois que faltou um detalhe para fechar a carência do salário-maternidade.

Quem é empregada com carteira assinada não lida com isso, porque o desconto sai direto do salário, feito pela empresa. Já quem contribui por conta própria precisa gerar a guia, escolher o código certo todo mês e pagar dentro do prazo, sem depender de ninguém para isso.

Este texto mostra quanto custa cada plano de contribuição em 2026, o que muda entre eles na hora de pedir o salário-maternidade e como gerar e pagar a guia pelo Meu INSS.

Quanto custa a guia GPS INSS por mês?

O valor da guia GPS INSS varia entre R$ 81,05 e R$ 1.695,11 por mês, dependendo do plano de contribuição escolhido, segundo a tabela de contribuição do INSS para contribuintes individuais e facultativos, calculada sobre o salário mínimo de 2026 (R$ 1.621,00) e o teto do INSS (R$ 8.475,55). Como esses dois valores são reajustados todo ano, vale conferir o valor atual direto no Meu INSS ou no gov.br antes de gerar a guia.

Os três planos mais usados por quem quer garantir o salário-maternidade são estes:

  • Plano normal, com alíquota de 20% sobre um valor declarado entre o piso de R$ 1.621,00 e o teto de R$ 8.475,55. Na prática, a guia fica entre R$ 324,20 e R$ 1.695,11.
  • Plano simplificado, com alíquota de 11% calculada sobre o salário mínimo. O valor fixo é de R$ 178,31.
  • Plano facultativo de baixa renda, com alíquota de 5% também sobre o salário mínimo, resultando em R$ 81,05. Esse plano só vale para quem está inscrita no Cadastro Único (CadÚnico) e não tem renda própria além do que a lei permite.

A base legal do custeio da Previdência Social, incluindo essas alíquotas, está na Lei 8.212/91 e no Decreto 3.048/99.

Qual plano escolher antes de engravidar?

Para quem só quer garantir o salário-maternidade, os três planos contam exatamente igual para a carência, porque o que importa para esse benefício é o número de contribuições pagas, não o valor de cada uma. Dez contribuições no plano de baixa renda valem tanto quanto dez contribuições no plano normal, desde que estejam em dia.

A diferença aparece em outros benefícios. O plano normal, de 20%, dá acesso a aposentadorias que exigem cálculo sobre o valor contribuído, o que os planos de 11% e 5% não garantem da mesma forma. Se a única meta no momento é o salário-maternidade ou outro benefício que não depende desse cálculo, o plano mais barato já resolve.

Quem começou pagando o plano simplificado ou o de baixa renda e depois quer complementar para o plano normal pode fazer isso retroativamente, pagando a diferença entre o que já recolheu e os 20% cheios sobre o período desejado. Essa complementação é comum para quem decide, mais tarde, contar aquele tempo para uma aposentadoria futura.

Como gerar e pagar a guia GPS pelo Meu INSS?

Você gera a guia GPS do INSS direto pelo aplicativo ou pelo site do Meu INSS, sem precisar ir a um posto de atendimento. O passo a passo é este:

  1. Acesse o aplicativo Meu INSS ou o site meu.inss.gov.br e faça login com sua conta gov.br.
  2. Procure a opção de emissão de guia de pagamento, normalmente listada como "Emitir Guia da Previdência Social".
  3. Escolha a categoria de contribuinte: facultativo, facultativo de baixa renda ou, se for o seu caso, MEI.
  4. Selecione o plano de contribuição (normal, simplificado ou baixa renda) e a competência, que é o mês de referência do pagamento.
  5. Confira o valor calculado pelo sistema, baixe o PDF da guia e pague pelo código de barras ou por Pix, dentro do prazo.

O vencimento da guia do contribuinte facultativo é todo dia 15 do mês seguinte ao mês de referência. Pagar depois dessa data é possível, mas conta como atraso.

O que acontece se eu atrasar ou errar o valor da guia?

Guia paga em atraso pode não contar normalmente para a carência do jeito esperado, então vale conferir o comprovante de pagamento antes de considerar aquele mês fechado. Atrasos recorrentes também colocam em risco a qualidade de segurada, que é o que garante o direito ao benefício mesmo em meses sem contribuição, dentro do período de graça.

Errar o código de pagamento é outro problema comum. Pagar com o código de MEI sendo facultativa, por exemplo, pode gerar divergência no Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS), o extrato que o INSS usa para contar as contribuições. Quando isso acontece, a correção é feita pelo próprio Meu INSS, anexando o comprovante de pagamento da guia com o valor e a competência corretos.

Se você já pagou alguns meses num plano e quer confirmar se está tudo certo antes do parto, o caminho mais seguro é consultar o extrato de contribuições no Meu INSS e comparar com os comprovantes guardados, em vez de confiar de memória em quantos meses já foram pagos.

Escolher o plano certo da guia GPS INSS antes da gravidez evita pagar mais do que precisa e, ao mesmo tempo, garante que a carência feche no prazo. Para entender quantas contribuições são exigidas para o salário-maternidade, vale ler também quantos meses de carência do INSS preciso ter.

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